sexta-feira, 1 de junho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Mezinha
Alguém aí tem alguma mezinha certeira contra gripe que deixa baleado? Um unguento, chá milagroso ou grogue do além, que mande a gripe pros quintos dos infernos? Tava desconfiando que tínhamos pego (Consorte e eu) gripe aviária, suína, espanhola, qualquer coisa na linha. Mas acho que foi a Peste Negra mesmo...
Assim, qualquer indicação tiro e queda será muito bem vinda!
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Mussarela de búfala acadêmica
Uma vez vi um programa chamado Que maRRavilha (assim mesmo, nome bocó!), com o chef francês Claude Troisgros. Ele ensina pessoas como eu, lindas, inteligentes que não sabem cozinhar além do trivial, a preparar coisas elaboradas. A certa altura, a criatura aprendiz deve mostrar que sabe ajambrar o de-comer seguindo a receita, utilizando bem os ingredientes etc.
Vai daí que muita gente decide que é preciso incrementar a receita do chef, pois imaginam que podem fazer melhor. Claro que qualquer um sempre pode superar quem ensina – e isso ocorre com frequência, mas não é regra, principalmente quando se trata de quem se acha... Nessa situação, o se achismo manifesta-se colocando mussarela de búfala em qualquer receita, imaginando que isso garante um toque de sofisticação. Claro que o resultado fica ruim, menos para quem teve a ideia, que insiste que tudo ficou muito, mas muito melhor.
Na universidade, acrescentar mussarela de búfala é prática recorrente. Ocorre quando determinado tema já não tem mais muita novidade, já está devidamente explicado por seu autor, bem exposto e definido. Mas como sempre há quem queira aproveitar os louros alheios para confeccionar sua própria coroa, proliferam as tautologias sobre os grandes textos teóricos. Esticam-se apresentações repetindo o que já se sabe há muito tempo, nada acrescentando a um debate (quando há), nem mesmo acendendo uma luzinha que seja no meio da confusão intelectual que é a universidade. Nada.
Mas isso não importa a quem se acha e transforma frases diretas em aforismos que espiralam ao infinito, expressões em dogmas e qualquer estrangeirismo em oportunidade de mostrar à plebe rude e sebosa o quão cosmopolita se pode ser... O resultado sempre é péssimo, condescendente em relação à audiência, inoportuno e, claro, dispensável.
É a maldita a mussarela de búfala acadêmica que ganha mais espaço, década após década. Mais que o próprio “prato de base”, que os bons ingredientes, que o toque especial para o preparo, que o conhecimento das coisas para saber tudo misturar e dali tirar algo, no mínimo, muito bom. Nada disso. Se algo não se sustenta, é amalgamado pelo supérfluo, pela redundância cansativa. O importante é preencher espaços de tempo repetindo frases que se assemelhem a questões intelectuais. E estamos conversados!
|Cinemaocd.tumblr|
* a propósito da mussarela: dicionários aborígines indicam que por aqui, devemos usar muçarela ou mozarela. Horrível! Já o prof. Pasquale disse que não tem essa, que mesmo fora do dicionário, mussarela é de uso comum e antigo. Logo, mais do que válido (menos para revisores constipados, claro).
Anúncios sem noção – Facebook
As caras dos tiozinhos já valeriam o anúncio. Mas desconfio que bifes-lagostas e frutos do mar e do vinho levem o caneco. Assim sendo, uma vez em NY, não deixem de conhecer, né? E mandem fotos...
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Publicidade desgovernada – papel higiênico
Publicidade da década de 1930. O texto alerta para os problemas retais – por conta de papeis de baixa qualidade – que acabam necessitando de cirurgia. Uma sutileza só, não? Prêmio na categoria terror!
(clique sobre a imagem para ampliá-la)
sábado, 19 de maio de 2012
Pedagogismos & pornografia
Há alguns anos, ouço falar deste filósofo suíço Alain de Botton. E também aclamações, que é tudo tão joia, tão bacana, pois ele ensina como usar a filosofia para resolver problemas no dia a dia, através de dicas compiladas; ou como ler, não obras literárias, mas manuais que apontem trechos da literatura que tragam felicidade para sua vida; e como a implantação das tais Schools of Life pelo mundo todo vai mudar o planeta... E aí que sempre me deu uma preguiiiiiiiiiiii..., por causa desta ideia fixa pelo pedagógico, pelo fato de tudo ter que ser consumido para trazer ensinamentos que nos deixem felizes. E, para completar a festa do caqui, ele acredita que as religiões do mundo são valiosas na medida em que apelam à nossa criança interior e que templos ateus deveriam ser construídos, para “celebrar a vida”...
Agora, ele quer encampar novo projeto (além de vender livros e DVDs):
E aí que... bocejos, né? Na boa, quem é fã, compra os livros, os DVDs e paga para assistir às aulas do moço, que continue fazendo, oras. Mas fico com os três pés atrás quando projetos ditos “sociais” – públicos ou particulares – querem estender seus bracinhos a todos os domínios e levar a todos os viventes uma diretriz de como as coisas devam ser, baseada num entendimento e em valores bem individuais (ou de um grupo). Se as pessoas querem mudar suas vidas e seus padrões porque assim serão mais felizes, ótimo. Mas decidir que essa felicidade específica (bem paga) e risonha é a medida de todo o mundo, aí, é outra história, beeeem diferente.
Tô fora! Alain de Botton? Hoje não, obrigada! Nem amanhã...
⇝E um documentário que vale muito a pena: Mutantes: punk porn feminisme
Das musas
Conversa rápida com Comadre Si, por cima da cerca virtual, sobre as musas. Musa no sentido da inspiração, dos momentos criativos e por aí vai. Elas podem ser um perrengue na vida da pessoa. A minha, por exemplo, é como a do filme Alice, de Woody Allen – fala pelos cotovelos, contra-argumenta, usa óculos e tem uma voz fanhosa. Já a musa da Comadre faz coisas desaparecerem, dá sumiço nas ideias... Certeza de que é o saci!
|Mia Farrow & Bernadette Peters – Alice, 1990|
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